...há mais de 15 anos a ensinar a voar!

Notícias

Estágio nos Pirinéus – Julho 2012

Estgio_-_Junho_2011_018_1

O plano deste estágio era visitar diversos locais de voo com características distintas e com condições de voo diversas, por forma a treinar mentalmente os participantes e a melhorar a capacidade de análise em ambientes diferentes.

Com alguma ajuda da parte da meteorologia e uma boa análise das previsões conseguimos realizar tudo o que estava previsto e voar 9 dias em 9 dias possíveis.
Piedrahita
Estgio_-_Junho_2011_060_1
As condições estavam boas e, após o habitual voo da manhã para tirar o stress, andámos a passear no vale entre Barco de Ávila e Villatoro. O tecto estava nos 2700 metros e as térmicas bem consistentes.  Ainda se colocou a hipóteses de seguir até Ávila mas com o vento com uma componente meio leste a viagem seria muito difícil. O final do dia com bastante vento fez-nos esperar mas brindou-nos com uma restituição 5 estrelas.

No segundo dia só fizemos o voo da manhã porque seguimos para os Pirinéus. Deu para subir na encosta e no vale (com direito a alguns top-landings para treinar) e depois seguimos viagem. As condições prometiam um voo de distância nesse dia. Resta dizer que durante a noite tivemos direito a um concerto que durou até às 5h da madrugada (tanto na 1ª como na 2ª noite) e andávamos todos a dormir em pé!

Organya

Como habitualmente Organya não nos desiludiu.

Fomos experimentar uma nova descolagem com 700 metros de desnível tendo como guia os instrutores da escola local. Excelente descolagem e aterragem com possibilidade de transição para a descolagem habitual.

No voo da tarde já na descolagem habitual tivemos condições fáceis, com térmicas largas e suaves. Todos a subirem à borla e a poderem fazer piscinas de ida ao volta ao vale. O Hugo tentou umas 20 vezes ir até a uma capela que tem uma transição difícil e à 21ª lá conseguiu…ao passar para a crista em frente apanhou um “canhão” em que subiu num baloiço até à nuvem… Para terminar o dia a brisa marítima decidiu entrar com força pelo fundo do vale (fenómeno raro neste local) e aterrámos todos de acelerador a fundo e orelhas com alguns a andar para trás. Boa experiência de treino.

No segundo dia em Organya o tecto esteve quase nos 3000 e deu para andar a passear por todo o vale e pelas cristas com boas transições e térmicas largas e suaves. Melhor impossível.

Todo o show habitual dos acrobatas deu para ver em voo todas as manobras feitas pelos melhores na nossa modalidade e ainda ver dois reservas numas manobras que correram mal…
Castejon de Sos

O local de voo com maior desnível do nosso tour…1400 metros!

O primeiro voo correu melhor do que o planeado. Térmica consistente logo às 11h. Andámos a passear pelas cristas desde Benasque até ao vale à esquerda da descolagem de Liri. Na aterragem tivemos direito a indicações do nosso controlador aéreo de serviço (Gaudêncio) que chegou a confundir alguns pilotos que temeram ter mudado de frequência e terem entrado na aproximação do aeroporto de Barcelona!!

As condições meteorológicas foram-se deteriorando com cumulonimbus a preencherem o vale e o segundo voo só permitiu andar pelo meio do vale (onde se subia demasiado à borla…) de forma a mantermos uma distância de segurança. O tipo de condições exigiu uma atenção redobrada dos instrutores ao evoluir das condições e permitiu aos pilotos treinarem manobras de descida rápida que aplicadas na altura certa demonstraram que os objectivos elevados exigidos aos participantes estavam a ser alcançados.

O segundo dia foi de apenas um voo dado que os CB´s ameaçavam…deu para o convívio e uma bela almoçarada!

Ager

Com uma parede de voo fantástica e umas aterragens excelentes o local de voo não decepcionou ninguém.

O Open Nórdico serviu para facilitar a vida aos nossos pilotos e dificultar a vida aos instrutores! As térmicas estavam marcadas pela presença de mais de 100 pilotos e por isso ninguém marrecou. A previsão do dia era de formações verticais e por isso a manga abriu cedo. Todos os nossos pilotos andaram a enrolar no meio da molhada chegando a mais de 90 pilotos numa térmica (a juntar a um tecto baixo que existia nesse dia). Quando já todos iam a fazer a prova, após a primeira baliza, a manga foi cancelada devido à aproximação de um CB, e foi bonito de ver cerca de 120 pilotos de orelhas e a fazer espiral ao mesmo tempo. Todos aterraram bem para um belo almoço… Com más previsões para o dia seguinte rumámos a Pedro Bernardo para maximizar os dias de voo (decisão que se revelou muito correcta).
Pedro Bernardo

Para terminar o estágio tivemos direito a dois dias de condições muito diferentes. No primeiro dia tivemos condições exigentes com térmicas fracas e muito junto à encosta. Notou-se a facilidade com que os pilotos conseguiram subir em condições exigentes (fruto do trabalho que vinham a realizar ao longo do estágio). O Teotónio mostrou como se fazia e todos os outros o seguiram… O tecto baixo não permitiu voos de distância mas permitiu um bom treino de enrolar com direito a voo de sobrevivência e grandes recuperações de alguns.

No segundo dia as condições eram excelentes para o voo de distância. O Carlos Lopes e o Vitor abriram as hostilidades e todos seguiram para o ar. Com algum vento e um tecto na casa dos 3000 metros as condições permitiam fazer grandes distâncias. O grupo saiu todo sensivelmente ao mesmo tempo impulsionado pela saída estratégica (previamente combinada) dos instrutores. Com as habituais dificuldades do voo em distância tivemos quase todos os participantes a fazerem um bom voo. O Carlos fez o melhor voo com cerca de 80 km (podia ter feito uma marca bem maior não fosse o cansaço de quase 5 horas e 9 dias a voar e o facto de a distância estar a ser feita no sentido contrário ao de casa…), o Hugo 50km e os restantes pelo caminho com várias distâncias. De realçar o Teotónio que fez o seu primeiro voo de distância. Foi a cereja em cima do bolo.

Os objectivos do estágio foram largamente ultrapassados dado que voámos em condições diferentes, experimentámos 10 descolagens diferentes e fizemos todo o tipo de voo que o nosso desporto enfrenta. O nível de pilotagem evoluiu imenso e os bons momentos vividos serão certamente recordados. A descrição tem obrigatoriamente de ser curta e as referências aos pilotos pontuais sendo que todos voaram melhor nuns dias que noutros como é normal no nosso desporto…

Deixe um comentário

Tem que fazer o log in para publicar um Comentário.

O que nos distingue

A Espiral - Escola de Voo prima por um ensino de qualidade e assente na experiência de instrutores qualificados. Somos a única escola em todo o país que possui qualificação pela Federação Portuguesa de Voo Livre para poder leccionar todo o conjunto de cursos:

- Nível 1 em Parapente
- Nível 2 (nível máximo em Portugal) em Parapente
- Piloto de bilugar Parapente
- Nível 1 em Paramotor
- Nível 2 em Paramotor
- Piloto de bilugar em Paramotor
- Piloto de Trike
- Piloto de bilugar em Trike

Ao optar por uma escola com uma oferta tão diversificada o aluno pode evoluir dentro de uma lógica de ensino integrada e beneficiar dos conhecimentos comuns leccionados em cada curso.

Parceiros

cgd_logo   montepio_logocgd_logo

Marque aqui o seu Baptismo de Voo!!!

Sponsored Links: Kurumsal Filo Kiralama, Operasyonel Filo Kiralama filo kiralama fiyatları Prefabrik Ev, Konteyner ve Prefabrik Villa Üretimi: prefabrik